Desde sempre sou da cidade. Conheço o calor de um metrô cheio, a hora do rush, praia cheia e fila de banco antes mesmo de tirar a rodinha da bicicleta. Uso bolsa arragada com o corpo e antes de dormir checo se a porta está (bem) trancada. Uso meu sutiã como carteira com frequência.
Contado tudo isso, você pode imaginar o meu espanto ao conhecer Bonito. A cidade vai além do nome e tem características que me deixaram pensativas até agora...A cidade tem cerca de 18.000 habitantes e mesmo sendo muito ruim em dimensões, consegui compreender que é basicamente a geral do Maracanã (dados via namonoivo). Não há ônibus e nem semáforo. Demorei algum tempo para entender que o carro que estava parado no cruzamento estava esperando eu passar, de bicicleta. Vi cenas às 11 da noite que não vejo às 10 da manhã aqui no Rio, como cadeiras na calçada e portas de casa aberta. E a diversidade não parou por aí - coloquei uma jibóia no pescoço, comi carne de jacaré, sorvete assado, pizza de mandioca e lasanha de banana. Essa última me dá água na boca só de pensar.
Passei alguns dias sem relógio, sem celular, sem corretivo, sem computador, sem internet. E não senti falta.
Ao voltar, me peguei divagando no valor da tranquilidade. Sem trânsito, sem violência, sem correria....que delícia. Sem teatro, sem shopping, sem correria..será que eu aguentaria?
Ainda não consegui resposta, mas enquanto reflito daqui, te deixo um pouco de diversão. Aquela ali sou eu (sem ser a de caramelo) fugindo de alguns insetos não identificados numa tentativa frustada de fazer uma amizade com a vaquinha mais linda que já vi. Mas ela nem tchúm pra mim.
Preparada pra conhecer Bonito?